domingo, 5 de Abril de 2009

On and on and on

24 horas, oito bandas, amanhã há mais duas. Mines, adegas, bolachas com manteiga, doom, sludge, deathcore, fado e pão com chouriço. The train keeps rolling.

sexta-feira, 3 de Abril de 2009

Publicidade gratuita.

O too.many.records. tem a cara lavada e já escrevi mais umas coisas. Vou-lhe prestar mais atenção a partir de agora, a pobre coisa já tem sido negligenciada o suficiente. E tenho uma lista para acabar. Dêem lá um saltinho. E comentem, e coisas.

sexta-feira, 27 de Março de 2009

I spent a lifetime underground
And I don't want no grave
Just throw my ashes in the field
And hope there's some soul left to save
Oh I just hope there's some soul left to save

segunda-feira, 25 de Agosto de 2008

Anita matinal.

Acho que esta dispensa comentários.

quarta-feira, 20 de Agosto de 2008

De Alvalade com amor.

Sporting - Trofense, primeira jornada da Liga 2008/2009, próximo Sábado às 20.45 em Alvalade. Que saudades do futebol a sério. Por muito intelectual que se seja, por muita actividade erudita que se pratique e de que se goste verdadeiramente (e não só para parecer espertinho), até por muito desporto que se assista ou pratique (e eu tenho a minha obsessão pelo atletismo -ah, os dias do salto em altura- e pelo basket), não há absolutamente nada como ir a Alvalade ver um jogo de campeonato a sério.

O ambiente, a atmosfera, as pessoas conhecidas à nossa volta, os cânticos, as resmunguices quando as coisas correm mal, a alegria electrizante e contagiante quando corre tudo bem, os insultos à claque adversária (particularmente quando recebemos lampionagem), o momento de camaradagem com o meu pai, o peso da história daquele estádio (e do outro antes, que apesar de velhinho tantas saudades deixou), a bifana e a imperial nas roulotes a seguir... apesar do que está errado no futebol, que há que admiti-lo, não é o mundo perfeito (não há nenhum), todas as relações que se estabelecem e todos os sentimentos que rodeiam o futebol são algo que os intelectualóides que o maldizem e se julgam superiores nunca vão entender.

Ao fim destes anos todos, o que este sócio nº83167 do Sporting Clube de Portugal nunca pensou é que ia angariar para a família mais um devoto seguidor da religião da bola, ainda por cima uma seguidora que me trouxe um segundo amor clubístico do outro lado do Atlântico.

É a prova de que, por mais sítios escuros da nossa vida em que estejamos metidos, pode sempre acontecer alguma coisa que nos tira de lá. E também de que, por maior que sejam esses problemas, o nosso clube é das únicas coisas que nunca nos vai abandonar.



Do sector A15, fila 33, lugar 10, viva o Sporting. E o resto, também.

terça-feira, 12 de Agosto de 2008

Nunca pensei que um e-ticket pudesse ser fonte de tanta satisfação.

sábado, 2 de Agosto de 2008

...mas, por outro lado, também há dias como hoje, que até parece que foram encomendados por poderes mágicos. Só podem ter sido.

Life is all dynamics, como diz o outro, e é verdade. Equilíbrios, compensações. For any day that stings, two better days it brings, como diz ainda outro. Não sei se acredito nessa proporção, mas a ideia geral parece-me correcta.

quarta-feira, 30 de Julho de 2008

Não é por acaso que o Dr. Strange é dos meus heróis favoritos. É giro ter força sobre-humana ou disparar laser dos olhos ou voar, mas o que eu gostava mesmo de ter era místicos poderes mágicos, que dessem para mudar coisas que não podem ser mudadas na minha frágil e impotente forma humana-normalzinha.

quarta-feira, 23 de Julho de 2008

Duas décadas disto.

Apercebi-me hoje que faz, por estes dias, vinte anos que comprei o meu primeiro disco. Para a maior parte das pessoas isto não quer dizer nada, mas quem me conhece minimamente percebe o significado transcendente deste "aniversário". O primeiro dos cerca de 5.000 que me atafulham a casa, e com base nos quais construí a minha vida - literalmente. A minha vida profissional, a minha vida sentimental, o meu pequeno círculo de amigos importantes, boa parte do meu desenvolvimento pessoal, tudo assenta na minha discografia, na música que toca incessantemente à minha volta há vinte-anos-vinte, seja na(s) minha(s) aparelhagem(ns), seja no carro, seja no escritório, seja no meu quarto, seja na(s) jukebox(es), seja em concertos, seja só na minha cabeça quando não há outra hipótese.

Senti-me estranhamente orgulhoso quando vi um anúncio da Creative aqui há uns dias, em que um velhote estava sentado com uma jukebox e os fones postos, e o slogan dizia "today he'll listen to his 80.000th song." Ora, só no meu last.fm, do qual sou membro apenas desde 29 de Janeiro de 2005, e que conta apenas as coisas que ouço no meu computador, já tenho 91.474 músicas at the time of writing, porque estou, obviamente, a ouvir música enquanto escrevo isto e quando postar já são mais.

O meu primeiro disco foi o muito pouco subtil 'Kings Of Metal', de Manowar. É um disco, e uma banda, iminentemente gozável hoje em dia, especialmente por quem não anda muito pelo metal mais tradicional. Mas com dez anos de idade, para um rapazinho que desenhava monstros sangrentos, gostava de ver filmes de zombies com a mãe (sempre muito vanguardista, a minha mãe), e já olhava para as capas de Iron Maiden com o Eddie com algum fascínio sem nunca sequer pensar na música que aquilo poderia ter lá dentro, o impacto de uma coisa como a 'Hail And Kill' ou até mesmo da sensibilidade abrutalhada da "balada" que é a 'Heart Of Steel', é imenso. Eu já tinha o álbum em cassete que tinha arranjado na escola, honestamente não sei como, há cerca de um mês, e a cassete (que ainda tenho, tipo troféu) já estava gasta de ouvir aquilo o dia inteiro, literalmente, no walkman. Foi de férias com os meus pais que vi o CD num supermercado (of all places...) e imediatamente pedi ao meu pai para me comprar aquilo. Ele ficou surpreendido, porque eu nunca tinha mostrado grande interesse em discos para além dos vinis dos Beatles dele, e até tínhamos a nossa primeira aparelhagem com CD há pouco tempo, mas gostou do meu entusiasmo e comprou-mo.

Escusado será dizer que a obsessão só aumentou, e depois de várias semanas em repeat constante, rapidamente quis mais. O passo seguinte foi o 'Seventh Son Of A Seventh Son', de Iron Maiden, algum tempo depois, e o 'Ride The Lightning' oferecido pela minha avó logo a seguir. Com estas bases, o meu futuro estava inteiramente traçado. Mal eu sabia no que isto ia dar.

quinta-feira, 17 de Julho de 2008

Regresso ao passado literário.

Ando a redescobrir a banda desenhada. O que é bom, porque lhe devo muito. Quando era muito pequeno (mesmo pequeno, porque eu com 3 anos achei que a melhor coisa que podia fazer era aprender a ler sozinho - provavelmente o único acto de inteligência da minha vida até agora!), comecei a ler os livrinhos da Turma da Mônica, e depois daí passei para o universo Marvel, e daí por arrasto DC, Image, Dark Horse, por aí fora. Foi com o entusiasmo dessas histórias, que eram efectivamente muito boas na sua maior parte, que ganhei o hábito que tenho hoje de ler muito. Nos últimos anos, com tanta coisa que tenho que ler e mais um monte que não tenho mas apetece-me, descurei um bocado esse primeiro amor. No entanto, a Feira do Livro de Lisboa deste ano funcionou como reactivação - das duas viagens que lá fiz, só adquiri banda desenhada. E toda de super-heróis. Desde o Conan the Barbarian ao Incredible Hulk (hoje tão grotescamente popular e deturpado por Hollywood), passando por um dos meus favoritos de culto, o Dr. Strange, tenho uma molhada de volumes que tenho vindo a consumir avidamente. Também gosto de banda desenhada supostamente mais "séria", mas nada bate o entusiasmo juvenil que os super-heróis, particularmente da Marvel, me dão.

Enquanto espero que a Luana volte ao meu convívio netiano (estas 4 horas de diferença horária são tramadas - nunca mais é dia 3 de Setembro!), acabei o volume "A Separate Entity" do Dr. Strange, cuja imagenzinha da capa espetei ali em cima, e só me apetece desatar a conjurar feitiços e invocar demónios pela casa fora.